Câmera Secreta; revisitando Hogwarts
- Mariana Ayres
- Jan 3, 2022
- 2 min read
A maldição do segundo livro não deixa de ser verdadeira em Harry Potter.
Pelo o que me lembrava antes de começar a releitura desse livro, esse era o que eu menos gostava da saga. Achava que iria demorar dias e dias para acabar de lê-lo justamente porque não gostava tanto assim. E eu estava certa em partes.
Não demorei pra finalizar a leitura muito mais do que demorei para acabar o primeiro livro. Se eu não tivesse ficado doente teria acabado em menos tempo do que o primeiro, na verdade. E nisso minhas previsões iniciais estavam equivocadas.
Mas acertei quando disse que não gostava tanto assim desse livro. para ser franca, eu amo a história descrita nele, e em razão disso não gosto desse livro. Ele é o único que me deixa decepcionada, o único que não é tudo aquilo que poderia ser, o único que não atinge seu máximo potencial. Mas não são todos os segundos livros de sagas assim?
Não sei o que a autora queria com esse livro, mas pra ela ter achado que o resultado final foi bom seus objetivos eram apenas mostrar uma parte do passado do vilão e explicar (com uma única sentença) as estranhas semelhanças entre Harry e o tio Voldy. Todas as dezenas de oportunidades de se aprofundar em outras coisas foram desperdiçadas.
Tenho que aceitar que Harry Potter nunca vai ser a saga que tem cenas incríveis dos personagens resolvendo seus conflitos internos, pois todos eles estão ocupados demais salvando o mundo mágico.
“A não ser que eu muito me engane, ele transferiu alguns dos seus poderes para você na noite em que lhe fez essa cicatriz. Não era uma coisa que tivesse intenção de fazer, com toda certeza…”
Fora isso, eu gosto muito do personagem do Lockheart, ele é uma verdadeira pérola dentro desse livro. Em contrapartida, alguns personagens foram completamente esquecidos, como Peeves e a mulher do quadro na porta de entrada para Grifinória. Fiquei chateada por mostrarem apenas uma aula de herbologia, uma das minhas favoritas e fiquei genuinamente feliz nas partes que o Harry descobre sobre a língua das cobras e quando eles vão parar na sala comunal da sonserina depois da poção polissuco.
Além disso tenho apenas desapontamento por todas as partes que poderiam ter se tornado algo maior mas viraram apenas oportunidades desperdiçadas registradas pela eternidade nas páginas do segundo livro da saga Harry Potter.


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